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Papo Aberto   
EUA: Manifestação da direita radical em Charlottesville termina em violência
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Este tópico possui Mensagens 9 respostas e Visualizações 341 visitas.


Paulo Frank em 12 Ago 2017 - 19:37       
anos | Set 2014 | Mensagens: 1465 | Ijuí - RS
  
 

Confrontos violentos foram registrados neste sábado entre militantes antirracistas e grupos da extrema direita americanos reunidos em Charlottesville, Virginia, obrigando o governador do estado a decretar estado de emergência e a polícia a proibir a manifestação.

Segundo o prefeito da cidade, Mike Signer, uma pessoa morreu no tumulto. No Twitter, ele pediu que as pessoas deixassem a manifestação.

Em meio a nuvens de gás lacrimogêneo, os confrontos entre manifestantes da direita radical e contramanifestantes se multiplicavam antes do início da mobilização, com brigas, lançamento de projéteis e pauladas.

Neste clima de alta tensão, o temor de acontecimentos mais graves aumentava, porque os manifestantes portavam armas, o que é permitido por lei no estado da Virgínia.

Mais tarde, testemunhas relataram que um carro investiu contra a multidão, ferindo várias pessoas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um automóvel escuro atinge violentamente a traseira de outro veículo e, em seguida, retrocede velozmente entre os manifestantes. Outras imagens mostram feridos no chão.
http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/eua-man...;ocid=mailsignout


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Paulo Frank em 12 Ago 2017 - 19:37       
anos | Set 2014 | Mensagens: 1465 | Ijuí - RS
  
 

Efeito Donald Trump?

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Ademir em 13 Ago 2017 - 18:13       
anos | Abr 2008 | Mensagens: 3464 | Paranavaí - PR
  
 

Marcha racista e neonazista nos EUA deve ter animado muita gente no Brasil

Leonardo Sakamoto
12/08/2017 21:37

Sabe a humanidade? Então, ela deu errado.

Centenas de racistas e neonazistas marcharam, na noite desta sexta (11), em Charlottesville, nos Estados Unidos, carregando tochas e entoando palavras de ordem contra negros, migrantes, homossexuais, judeus, como relata o repórter Ricardo Senra, pela BBC Brasil. Bradaram que ''Vidas brancas importam'', uma referência ao movimento ''Black Lives Matter'', contra a morte de negros pelas mãos do poder público. Sem pudor algum.

Considero um insulto alguém dizer que brancos são vítimas de preconceito estrutural e se compararem a negros ou outros grupos historicamente explorados, tanto aqui como lá. Aliás, quando alguém reclama de ''racismo contra brancos'' na verdade está insatisfeito com a reação desses grupos contra a opressão. Ou se manifestando contra a aplicação das já tímidas políticas públicas, adotadas por pressão da sociedade civil, para reverter um quadro de injustiça social crônica.

A marcha foi lá, mas deve ter animado muita gente por aqui. No Brasil, há um genocídio de jovens pobres e negros nas periferias das grandes cidades, homossexuais são vítimas preferenciais de assassinatos e espancamentos e migrantes sofrem preconceito e são escravizados – sejam em grandes fazendas, na construção civil ou em oficinas de costura.

Há um pessoal que não se indigna diante do fato da mulher negra ganhar, em média, muito menos que o homem branco para uma mesma função. Indigna-se com quem diz que racismo existe. Não fica revoltado diante da morte de jovens pobres e negros. Revolta-se com a filha negra da empregada se sentar no mesmo banco de faculdade que eles. Não acha preconceito dar porrada no sujeito que foi acusado de roubar o próprio carro no estacionamento de um supermercado por ser negro. Para ele, preconceito são cotas.

Seria cômico se não fosse trágico o perigo representado por um grupo branco (com direitos assegurados) que se manifesta de forma organizada – e, por vezes, violenta – diante da luta de outros grupos por sua dignidade.

Lembrando que ''maioria'' e ''minoria'' não são uma questão numérica, mas dizem respeito ao nível de efetivação da cidadania, uma maioria reivindica a manutenção de privilégios, garantindo, dessa forma, o espaço que já é seu (conquistado por violência, a ferro e fogo).

Ir contra a programação que tivemos a vida inteira, através da família, de amigos, da escola, da mídia e até de algumas igrejas em que pastores pregam que ''africanos são amaldiçoados por Deus'' é um processo longo pelo qual todos nós temos que passar. Mas necessário.

Todos nós, nascidos neste caldo social de sociedades de herança escravista, como os Estados Unido e o Brasil, somos potencialmente idiotas a menos que tenhamos sido devidamente educados para o contrário. Pois os que ofendem uma jornalista de forma tão aberta, como foi o caso da apresentadora Maria Júlia Coutinho, da TV Globo, só fazem isso por estarem à vontade com o anonimato (Hanna Arendt explica) e se sentirem respaldados por parte da sociedade.

Toda a vez que alguém trata da questão da desigualdade social e do preconceito que negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho, pois não permitiu bases para a autonomia real dos trabalhadores africanos e seus descendentes), é linchado em redes sociais.

Pois, como todos sabemos, não há racismo no Brasil. ''Isso é coisa de negro recalcado.'' Ou exploração sexual de crianças e adolescentes. ''As meninas é que pedem e depois a culpa é dos homens?'' O machismo? Uma mentira ''criada por feminazis para roubar nossos direitos''. E a homofobia, uma invenção ''daquela bicha do Jean Wyllys''. Não há assassinatos relacionados a questões étnicas. ''Eles é que estão no lugar errado e na hora errada, pois os 'homens de bem' seguem a lei e nada acontece com eles.''

''Nós devemos manter o 'mal' fora de nosso país!''. Em fevereiro deste ano, Donald Trump respondeu dessa forma, em sua conta no Twitter, a uma decisão do Tribunal Federal de Seattle que suspendeu temporariamente o seu decreto impedindo a entrada de pessoas de sete países de maioria islâmica.

A ideia de ''mal'' usada por ele tem significados que se desdobram: A princípio representa o terrorismo de algumas organizações que ele afirma tentar evitar – apesar de nenhuma pessoa dos países barrados ter cometido atentados nos EUA. Mas ao baixar uma proibição indiscriminada a todos os cidadãos desses países, Trump os torna suspeitos simplesmente porque foram proibidos de entrar. E a percepção do que seja o ''mal'' se estende, metonimicamente, aos inocentes. É a tática do linchamento: se adoto uma punição contra você é porque você fez algo errado.

Mesmo que isso esteja longe de corresponder à realidade. Mayra Cotta, pesquisadora da New School for Social Research, em Nova York, mostrou, em artigo neste blog, que 64% dos ataques com armas em espaços públicos nos Estados Unidos foram causados por homens brancos que nasceram naquele país. Homens brancos, frequentemente supremacistas brancos, que entraram armados com sua ideologia racista em jardins de infância, escolas, universidades, cinemas, igrejas, repartições e escritórios e começaram a matar as pessoas ao se redor, sem necessariamente um alvo específico.

E Trump não se refere a eles como o ''mal''. Até porque seria muito difícil explicar a seus eleitores – pelo menos os que buscam soluções fáceis para o medo que sentem – que parte da violência em seu país está ligada a desvios e questões mal resolvidas de sua própria sociedade. Como o racismo que segue sendo uma chaga aberta, tornando, mais de 150 anos após a abolição da escravidão por lá, necessária uma campanha a fim de deixar claro que ''Black Lives Matter'' – vidas negras importam.

Ou as intervenções militares norte-americanas em outras sociedades que, sob a justificativa de garantir o respeito aos direitos humanos, criam montanhas de cadáveres e fluxos de refugiados para, ao final, sair com vantajosos contratos para extração de petróleo e de recursos naturais e exploração de mercados consumidores. Em maior ou menor grau, esse é o modus operandi de sucessivas administrações norte-americanas, incluindo a festejada e já saudosa gestão Obama.

O problema de Trump é que ele escancara isso sem mediações e estica a corda, ultrapassando o limite da racionalidade e atingindo pilares da democracia. E, num cálculo racional, ao eleger inimigos e tachá-los (mexicanos ladrões e estupradores, muçulmanos terroristas, chineses desleais…) e afirmar que eles estão apodrecendo a sua sociedade, transfere o problema para terceiros e enfraquece a possibilidade de reflexão sobre os problemas causados pelo país e sua elite dominante. O ''mal'' é sempre o outro, o islâmico, o negro, o migrante, o homossexual, o que não se parece com a nossa elite, nunca nós mesmos.

E isso, por fim, empodera muita gente. Que sai às ruas com tochas. Cultivando ódio. Lembrando a abominável Ku Klux Klan. E, sem que o ato seja devidamente repudiado pelo governo, o monstro cresce. Sem sabermos até onde ele pode ir.

Um sentimento de vergonha alheia, muito maior do que sair pelado na rua, com purpurina dourada no corpo, com um cabrito imolado nas mãos, toma conta de mim quando vejo esse povo branco, hétero e homem dizer que se sente oprimido por negros, gays, lésbicas, transexuais, migrantes, judeus.

Nessas horas, só posso citar a sabedoria presente na mitologia cristã, uma das melhores passagens de toda a bíblia, em minha humilde opinião.

Evangelho de Lucas, capítulo 23: Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem.

https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/201...-gente-no-brasil/


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leco em 13 Ago 2017 - 18:26       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 645 | Curitibanos - SC
  
 

Estamos retrocedendo nas relações humanas.Pensei que esses movimentos existiam apenas no imaginário desses loucos.

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Antenor em 15 Ago 2017 - 15:25       
anos | Jun 2012 | Mensagens: 1691 | São Paulo - SP
  
 

A marcha foi lá, mas deve ter animado muita gente por aqui. No Brasil, há um genocídio de jovens pobres e negros nas periferias das grandes cidades, homossexuais são vítimas preferenciais de assassinatos e espancamentos e migrantes sofrem preconceito e são escravizados – sejam em grandes fazendas, na construção civil ou em oficinas de costura.

Os direitistas são maus e os esquerdistas são bons. É a propaganda bolivariana do “nós contra eles”. “Deve ter animado” – primeiro fazem uma suposição e depois induzem a conclusões partindo de premissas erradas. Aqui sabe-se que há um preconceito velado, mas não dá pra quantificar. Lá está explícito com ações mortais. Aqui não vejo a adesão de metade do povo ao preconceito como o redator afirma. Lá o conflito é civil. Aqui são policiais cometendo as injustiças descritas. Sempre que é denunciado nas redes sociais e transmitem pelo resto da mídia, a maioria esmagadora mostra repúdio ao preconceito. Muito diferente do que o povo de Charlottesville está mostrando em praça pública.
Mentiras não contribuem para resolver problemas.

É previsível que vão me atacar, dizendo que eu sou contra minoria negra e pobre, como se soubessem da minha ascendência ou posição social.


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Paulo Frank em 15 Ago 2017 - 16:45       
anos | Set 2014 | Mensagens: 1465 | Ijuí - RS
  
 

Antenor escreveu
A marcha foi lá, mas deve ter animado muita gente por aqui. No Brasil, há um genocídio de jovens pobres e negros nas periferias das grandes cidades, homossexuais são vítimas preferenciais de assassinatos e espancamentos e migrantes sofrem preconceito e são escravizados – sejam em grandes fazendas, na construção civil ou em oficinas de costura.

Os direitistas são maus e os esquerdistas são bons. É a propaganda bolivariana do “nós contra eles”. “Deve ter animado” – primeiro fazem uma suposição e depois induzem a conclusões partindo de premissas erradas. Aqui sabe-se que há um preconceito velado, mas não dá pra quantificar. Lá está explícito com ações mortais. Aqui não vejo a adesão de metade do povo ao preconceito como o redator afirma. Lá o conflito é civil. Aqui são policiais cometendo as injustiças descritas. Sempre que é denunciado nas redes sociais e transmitem pelo resto da mídia, a maioria esmagadora mostra repúdio ao preconceito. Muito diferente do que o povo de Charlottesville está mostrando em praça pública.
Mentiras não contribuem para resolver problemas.

É previsível que vão me atacar, dizendo que eu sou contra minoria negra e pobre, como se soubessem da minha ascendência ou posição social.


Sem exageros Antenor...
Direita e Esquerda tem lá seus defeitos e virtudes. (lembrando que são rótulos)
Pessoalmente, entre tantos aspectos, entendo que a chamada esquerda prioriza o Ser Humano, que está ACIMA do Capital. Já a chamada direita prioriza o Capital, ACIMA do Ser Humano.
Em síntese seria isso...


Editado pela última vez por Paulo Frank em 15 Ago 2017 - 18:03. Editado 1 vez.
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Antenor em 15 Ago 2017 - 16:57       
anos | Jun 2012 | Mensagens: 1691 | São Paulo - SP
  
 

Paulo Frank,

Não foi isso que coloquei. O que destaquei:

É a propaganda bolivariana do “nós contra eles”.
“Deve ter animado” –
primeiro fazem uma suposição e depois induzem a conclusões partindo de premissas erradas. Aqui sabe-se que há um preconceito velado, mas não dá pra quantificar. Lá está explícito com ações mortais. Aqui não vejo a adesão de metade do povo ao preconceito como o redator afirma. Lá o conflito é civil. Aqui são policiais cometendo as injustiças descritas. Sempre que é denunciado nas redes sociais e transmitem pelo resto da mídia, a maioria esmagadora mostra repúdio ao preconceito. Muito diferente do que o povo de Charlottesville está mostrando em praça pública.

Mentiras não contribuem para resolver problemas.


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Paulo Frank em 15 Ago 2017 - 18:04       
anos | Set 2014 | Mensagens: 1465 | Ijuí - RS
  
 

Antenor escreveu
Paulo Frank,

Não foi isso que coloquei. O que destaquei:

É a propaganda bolivariana do “nós contra eles”.
“Deve ter animado” –
primeiro fazem uma suposição e depois induzem a conclusões partindo de premissas erradas. Aqui sabe-se que há um preconceito velado, mas não dá pra quantificar. Lá está explícito com ações mortais. Aqui não vejo a adesão de metade do povo ao preconceito como o redator afirma. Lá o conflito é civil. Aqui são policiais cometendo as injustiças descritas. Sempre que é denunciado nas redes sociais e transmitem pelo resto da mídia, a maioria esmagadora mostra repúdio ao preconceito. Muito diferente do que o povo de Charlottesville está mostrando em praça pública.

Mentiras não contribuem para resolver problemas.


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leco em 15 Ago 2017 - 18:50       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 645 | Curitibanos - SC
  
 

Nem deveria ser levado para esse embate direita versus esquerda. A questão é se utilizar de uma mentalidade perigosa que levou a humanidade a guerra dizimando milhares de vidas , causando enorme sofrimento e infelizmente ainda faz simpatizantes.Recussita uma mancha na história estadunidense.Mesmo porque dizem que os EUA é o exemplo de perfeição do capitalismo onde não há espaço para um ideologia diferente.

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Antenor em 15 Ago 2017 - 23:24       
anos | Jun 2012 | Mensagens: 1691 | São Paulo - SP
  
 

leco,
Até escrevi direita/esquerda mas não embace o foco de como mostrei a técnica stalinista de propaganda, instrumento dos bolivarianos.

“Deve ter animado” –
primeiro fazem uma suposição e depois induzem a conclusões partindo de premissas erradas. Aqui no Brasil, é sabido que há um preconceito velado, mas não dá pra quantificar. Lá está explícito com ações mortais. Aqui não vejo a adesão de metade do povo ao preconceito como o redator indica. Lá o conflito é civil, no centro. Aqui são policiais cometendo as injustiças descritas - nas periferias. Sempre que é denunciado nas redes sociais e transmitem pelo resto da mídia, a maioria esmagadora mostra repúdio ao preconceito. Muito diferente do que o povo de Charlottesville está mostrando em praça pública.

Esse Sakamoto não contribui para elucidar problemas.


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